23/04- Imagens mostram local da queda de bimotor no Pará


Destroços foram encontrados na noite de terça-feira (22).
Avião com cinco ocupantes estava desaparecido desde 18 de março.

Do G1 PA
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Destroços foram encontrados na noite de quarta-feira (22) (Foto: Divulgação / Polícia Militar)Destroços da aeronave foram localizados na noite de terça-feira (22) (Foto: Divulgação / Polícia Militar)
Imagens feitas pela Polícia Militar mostram os destroços do avião modelo Beechcraft Baron que caiu na mata perto de Jacareacanga, no oeste do Pará. A aeronave, desaparecida desde o dia 18 de março após ter decolado do Aeroporto de Itaituba, foi localizada na noite de terça-feira (22) em uma área de difícil acesso, 20 km ao noroeste do município.
Amigos das famílias das vítimas dizem que não há sobreviventes (Foto: Divulgação / Polícia Militar)Amigos das famílias das vítimas dizem que não
há sobreviventes (Foto: Divulgação/Polícia Militar)
Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), que comanda a operação de resgate, equipes foram deslocadas ao local na manhã desta quarta-feira (23). A ação não foi realizada na última noite em decorrência das más condições de visibilidade na região, mas o local da queda do bimotor já havia sido isolado por questão de segurança.
O acidente será investigado pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa). Ao todo, cinco pessoas estavam no avião: o piloto Luiz Feltrin, as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, e o motorista Ari Lima. Eles viajavam para trabalhar no distrito de saúde indígena da região. De acordo com amigos e familiares dos passageiros, não há sobreviventes, mas a FAB ainda não tem informações sobre os corpos.
Entenda o caso
A aeronave decolou de Itaituba às 11h40 do dia 18 de março e sumiu 1h20 depois de o piloto ter feito o último contato pelo rádio. Segundo a passageira Rayline, que conseguiu mandar um SMS para um tio antes de o avião desaparecer, um dos motores teria falhado.
Desde então, a FAB vasculhava a área. Além da busca aérea, a operação contou com a participação de voluntários, entre moradores de Jacareacanga, funcionários do Distrito Sanitário Indígena e integrantes da tribo Munduruku.

Imagens mostram local da queda de bimotor no Pará

Fotos mostram local da queda de bimotor no Pará

 


23/04- Equipes da Aeronáutica seguem a pé até local onde aeronave foi localizada


Bimotor estava desaparecido há mais de um mês.
Avião saiu de Itaituba com destino a Jacareacanga, no sudoeste do Pará.

Do G1 PA
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Equipes da Aeronáutica saíram nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (23) até o local onde foi encontrado o bimotor desaparecido há um mês no sudoeste do Pará. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), os militares seguem a pé até o local, que é de difícil acesso.
Ainda de acordo com a FAB, que está à frente das buscas, após informações de alguns garimpeiros a equipe foi a pé até o local indicado e encontrou os destroços. O tempo de caminhada até o local é de aproximadamente 30 minutos e não é possível ver do alto.
Após as equipes retornarem da mata, a FAB vai divulgar mais detalhes sobre as circunstâncias em que o avião foi encontrado. Ainda não há informações sobre as vítimas do acidente.
Buscas
A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou na noite da última terça-feira (22) que o avião bimotor Beechcraf Baron, desaparecido desde o dia 18 de março, foi encontrado em um local de difícil acesso, próximo ao município de Jacareacanga.
O bimotor decolou do aeroporto de Itaituba às 11h40 e sumiu 1h20 depois de o piloto ter feito o último contato pelo rádio. Desde então, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizava buscas na região. Além das buscas aéreas, participaram voluntários, que incluem moradores de Jacareacanga, funcionários do Distrito Sanitário Indígena e indígenas da tribo Munduruku.
O Ministério da Saúde divulgou o nome das pessoas que estavam a bordo: as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, o motorista Ari Lima, além do piloto Luiz Feltrin. Uma das passageiras chegou a mandar mensagens de celular avisando que o avião passava por problemas.


Fonte: G1 Pará

23/04- 'Não há sobreviventes', diz amiga de piloto do avião encontrado no Pará


Militares avisaram à família do piloto que ninguém sobreviveu ao acidente.
FAB vai confirmar informações sobre vítimas nesta quarta-feira (23).

Do G1 PA
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Piloto Luiz Francisco Feltrin (Foto: Reprodução/TV TEM)Piloto Luiz Feltrin estava na aeronave
(Foto: Reprodução/TV TEM)
Militares que participaram das buscas ao bimotor Beechcraf Baron, encontrado na terça-feira (22) no Pará, relataram à esposa do piloto Luiz Feltrin, Marilia Esquerdo, que ninguém sobreviveu à queda da aeronave.
Marilia acompanhava as buscas na cidade de Jacareacanga, no sudoeste do estado, e a informação foi confirmada por uma amiga da família do piloto, Nadja Larissa. "A família já foi avisada. Não há sobreviventes no local da queda", contou Nadja. A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou que vai confirmar informações sobre as vítimas nesta quarta-feira (23).
O piloto do bimotor tinha 53 anos e mais de 30 de experiência em voos na Amazônia.  De acordo com a FAB, o avião foi localizado em um local de difícil acesso, próximo ao município de Jacareacanga. Devido às baixas condições de visibilidade, as equipes de busca precisaram voltar ao local na manhã desta quarta-feira para concluir a operação de resgate.
sms de Rayline para tio antes de avião sumir no Pará (Foto: Reprodução / GloboNews) 
 
Mensagem de Rayline para tio, antes de o avião
desaparecer (Foto: Luana Leão/G1)
 
Além do piloto, outras quatro pessoas estavam a bordo da aeronave: as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, e o motorista Ari Lima.
Durante o voo, a passageira Rayline chegou a mandar mensagens de celular para um tio avisando que o avião passava por problemas.
Entenda o caso
O bimotor decolou do Aeroporto de Itaituba às 11h40 do dia 18 de março e sumiu 1h20 após o piloto ter feito o último contato pelo rádio. Desde então, a FAB fazia buscas na região.
Na terça-feira, a Marinha confirmou que reforçaria as buscas, mas a equipe de 12 homens só chegaria a Jacareacanga nesta quarta-feira.



Fonte: G1 Pará

16/04- O motor esquerdo havia parado', diz colega de piloto desaparecido


O avião de Luiz Feltrin sumiu no PA em março com 4 passageiros.
Equipes de resgate somam quase 400 horas de buscas.

Do G1 PA
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O piloto Dário Correa foi uma das últimas pessoas a falar com Luiz Feltrin, comandante do bimotor Beechcraft modelo Baron que desapareceu no sudoeste do Pará no dia 18 de março. Segundo Correa, Feltrin fez contato por rádio faltando cerca de 6 minutos para a aterrisagem em Jacareacanga, reportando problemas na aeronave. "Ele só me disse que estava monomotor, o motor esquerdo havia parado, eu ainda pedi para ele me confirmar a mensagem, que eu estava com o rádio muito baixo e ele confirmou”, relembra Correa.
Antes disso, Feltrin já havia acionado o controle de voo para saber das condições climáticas na região. "Foi informado para o comandante que estava chovendo na vizinhança e a visibilidade estava se restringindo” Jetson Gomes, operador de pista de Jacareacanga.
O piloto do bimotor, de 53 anos, tinha mais de 30 de experiência em voos na amazônia. A viagem de 300 km entre Itaituba, de onde a aeronave partiu, até Jacareacanga deveria durar 55 minutos, mas o avião não chegou ao seu destino: as 12h50 luiz Feltrin entra em contato com dario e diz que o segundo motor havia parado. O bimotor sumiu dos radares ao meio dia e 53.
A aeronave transportava quatro pessoas, todos funcionários da Secretaria de Saúde indígena: eram três técnicas de engermagem, que iriam distribuir medicamentos para aldeias do Pará, além do motorista Ary Lima. Eles passariam 20 dias trabalhando na região.
Mensagem 1 desaparecida (Foto: Luana Leão/G1)Rayline avisou o tio de problemas na aeronave
(Foto: Luana Leão/G1)
Uma das passageiras, a técnica de enfermagem Rayline Campos, chegou a enviar uma mensagem de celular para o tio, alertando sobre a pane. “Tio, to em um temporal e o motor parou. Avisa a mãe que amo muito todos. To aflita, to em pacnico. Se eu sair bem aviso. To perto de Jkre. reza por nós, não avisa a tia ainda”. Um minuto depois a segunda mensagem: o motor tá parando, socorro tio. “Passei uma mensagem pra ela de volta, aí não teve retorno, nada, falei, vou já ligar, liguei e não consegiu mais nada”, disse Rubélio Santos, tio da técnica.
Trajeto complicado
No caminho entre as duas cidades existem parques e reservas florestais. São áreas preservadas de mata nativa, além disso é uma região de serra montanhosa, e é difícil encontrar áreas descampadas, onde seja possível fazer um pouso de emergência.
Em Jacareacanga, vários parentes dos desaparecidos acompanham as buscas. "Eu acredito que eles estão vivos, eu digo vivos e eesperando a nossa ajuda esperando o resgate” irmã de Luciney, Sidney Aguiar.
Avião Orion é utilizado nas buscas no PA (Foto: CBS Silva / Agência Força Aérea)Avião Orion foi  utilizado nas buscas no PA
(Foto: CBS Silva / Agência Força Aérea)
As buscas são coordenadas pela Força Aérea, que chegou a empregar um avião P3-Orion em sobrevoos na região. A aeronave possui sensores capazes de detectar partes metálicas na mata e no fundo do mar. Além dele, as aeronaves da Fab já relizaram mais de 198 horas de voos, cobrindo uma área de 23 mil km quadrados.
Em terra, equipes de resgate e voluntários também lidam com os problemas da mata da região. Segundo o tenente do corpo de bombeiros, Tiago Vilhena, existem cobras, insetos e onças na área, além de outros bichos.“Porcos do mato que são muito perigosos, a gente sempre que anda nessas regiões procura andar armado, pra proteger a nossa equipe”.

A equipe de resgate em terra já percorreu 5 km de selva em mais de 200 horas. Mas o número de militares, que são cerca de 25, é considerado pequeno para as famílias das vítimas. “Tempo é vida né? Se eles tiverem vivos na mata, quanto mais tempo demorar, um dia a mais é um dia a menos”, avalia Jéssia Feltrin, filha do piloto.

Jéssica juntou 19 mil reais em doações para oferecer uma recompensa para quem encontrar o avião. “muitos deixam seus trabalhos e entram na mata para procurar a aeronave, os que não podem fazer isso, doam, suprimento, equipamento”, revela. “E nisso que a gente se apega para não ter que desistir”.


Fonte: G1 Pará

15/04- Famílias vão a Brasília pedir apoio nas buscas de avião desaparecido no PA


Comitiva deve reunir com o ministro da Defesa na terça-feira (15).
Eles querem a liberação de mais militares nas operações de busca.

Do G1 Santarém
Familiares de passageiros do avião desaparecido  (Foto: Cristian Bandeira/TV Tapajós)Familiares que irão a Brasília receberam um requerimento da Câmara Municipal de Santarém, que solicita ao Ministério da Defesa a ampliação das equipes de busca
(Foto: Cristian Bandeira/TV Tapajós)
Uma comitiva de dez pessoas, formada por políticos e familiares dos passageiros do avião bimotor desaparecido no sudoeste do Pará, viaja na tarde desta segunda-feira (14) para Brasília, para pedir apoio ao ministro da Defesa, Celso Amorim. Eles querem a liberação de mais militares da Aeronáutica, Marinha e do Exército nas operações de busca.
O avião bimotor desapareceu quando seguia de Itaituba para Jacareacanga, no dia 18 de março. A aeronave transportava o piloto, um motorista e três técnicas de enfermagem que seguiam para uma aldeia dos índios Munduruku.
O vereador de Itaituba, João Paulo Maister (PT), que acompanha a comitiva na viagem com mais cinco vereadores do município, disse que a reunião no Ministério da Defesa foi articulada por políticos da região e deve ocorrer na tarde de terça-feira (15). O objetivo é melhorar a dinâmica das buscas. "A gente tem observado que as buscas aéreas, até agora, não estão surtindo efeito e isso já se vão quase 30 dias. Lá é uma região de floresta densa e a gente precisa do exército brasileiro, inclusive de operação especializada. Temos o BIS que é o Batalhão de Infantaria de Selva, que pode dar esse suporte”, explica.
Ainda segundo o vereador, como não há pistas se o avião caiu na água ou na mata, é necessária a presença da Aeronáutica e da Marinha. “Como o rio Tapajós está cheio, há um mar de água lá também. Então, a própria Marinha pode ajudar, porque não temos certeza se caiu na selva ou na água. Por isso estamos com essa ação em Brasília, para que o ministro da Defesa possa empreender além da Aeronáutica, a Marinha e o Exército nessa operação", completou.
Jéssica Feltrin (Foto: Luana Leão/G1)Filha do piloto, Jéssica Feltrin: 'Precisamos
dessa liberação' (Foto: Luana Leão/G1)
De acordo com a filha do piloto, Jéssica Feltrin, 120 militares do Exército estão em Itaituba preparados para entrar na mata, mas aguardam a autorização do Ministério da Defesa. “A gente espera conseguir um apoio maior nas buscas, conseguir a liberação dos 120 homens do Exército que estão preparados em Itaituba, apenas aguardando essa liberação”.
A ação de mobilização envolve várias cidades do oeste e sudoeste paraense. Na manhã desta segunda-feira, a comissão que segue para Brasília recebeu um requerimento da Câmara Municipal de Santarém, que solicita ao Ministério da Defesa apoio e ampliação das equipes de buscas. "Todos estão se mobilizando, as forças políticas dessa região fazem contato, nos convidam e estamos levando isso tudo para Brasília", completou Jéssica.
Além de voluntários, 14 militares do Exército e seis bombeiros fazem as buscas pela selva. A FAB havia suspendido as buscas pelo bimotor no dia 3 de abril, mas no dia seguinte o helicóptero de resgate Black Hawk retornou para a base de Jacareacanga para continuar a operação, que também conta com apoio de outra aeronave, o SC-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano.
Segundo o Salvaero da Região Amazônica, unidade da Aeronáutica que coordena as buscas no norte do país, no total, já foram contabilizadas 198 horas de voo e mais de 23.726,26 km² sobrevoados.
Segundo a FAB, a aeronave de patrulha P-3 Orion, que possui sensores capazes de identificar partes metálicas na mata fechada da região, atuou no dia 24 de março nas buscas.
Entenda o caso
A aeronave decolou do aeroporto de Itaituba às 11h40 do dia 18 de março e sumiu 1h20 depois de o piloto ter feito o último contato pelo rádio. Desde então, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizava buscas na região. Além das buscas aéreas, voluntários, que incluem moradores de Jacareacanga, funcionários do Distrito Sanitário Indígena e indígenas da tribo Munduruku também procuram diariamento na mata.
Mensagem 1 desaparecida (Foto: Luana Leão/G1) 
 
Passageira enviou mensagem de dentro do avião
ao tio (Foto: Luana Leão/G1)
Uma das passageiras chegou a mandar três mensagens de celular ao tio avisando que o avião passava por problemas. No último SMS, Rayline Campos informou o tio que o motor estava parando.
A FAB chegou a anunciar a suspensão das buscas por tempo indeterminado, mas ao voltar para a base, em Manaus, a tripulação da aeronave teria avistado algo e decidiu retomar as buscas. O órgão militar informou ainda que a averiguação foi realizada sob condições meteorológicas não ideais e foi interrompida, mas em novas buscas, o avião continuou desaparecido . O Black Hawk ficará em Jacareacanga de sobreaviso para atuar em caso de acionamento.
De acordo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a situação da aeronave desaparecida, de matrícula PR-LMN, estava regular. A Inspeção Anual de Manutenção (IAM) e o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) estavam em dia.


Fonte: G1 Pará